Shana Müller quer ser do mundo

>> quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

                                                                                      Divulgação
 por Chico Cougo [@chicocougo]

29 anos e um desafio: ser universal e regional ao mesmo tempo. Esta é a mensagem principal de “Brinco de princesa”, o terceiro álbum da cantora Shana Müller, lançado meio mês atrás pelo selo GM/2 Música (da própria Shana) e pela gravadora gaúcha ACIT. Um disco realmente novo neste mais ou menos estático meio musical sul-rio-grandense. E uma provação na carreira da alegretense.

“Brinco de princesa” é, sob todos os pontos de vista, melhor que os discos anteriores de Shana Müller. Do encarte às melodias, fica explícito o objetivo de dar novos rumos a uma carreira de extremo potencial. Trata-se de um álbum plasticamente caprichado, com um encarte bilíngüe (português e inglês), fotos belíssimas e um texto prefacial onde Müller põe na balança o que fez em duas décadas de trajetória, concluindo que pode mais. Muito mais.

Ousadia não faltou. Os arranjos parecem ter ganhado um capricho raro nas gravações gaúchas atuais, com a participação especial de músicos consagrados, como Marcello Caminha (violão), Michel Dorffman (piano), Luiz Carlos Borges (acordeom) e Texo Cabral (flauta). Além deles, grande destaque também para os músicos que já acompanham Shana Müller há mais tempo: os Paulinhos, Goulart no acordeom, Fagundes no violão (ambos dirigem o álbum); o baixista Edu Martins; e o percussionista Mariano Cantero.

Aliás, falando em percussão, eis o grande “molho” de “Brinco de princesa”. Habilidoso na percussão, Cantero parece ter transformado o álbum de Shana num dos grandes candidatos ao rol dos discos que extrapolam a epidemia de meros chamamés e vaneirões, para se transformar numa peça que pode ser ouvida por qualquer admirador da boa música. É verdade que há uma levada mais jazzista em todo o álbum, mas eis aí uma das grandes inovações trazidas por Müller neste seu terceiro trabalho. “Brinco de princesa” é um disco para ser degustado. Querendo ser do mundo (sintomaticamente a sexta faixa do CD trata exatamente deste tema e arrisca até um trechinho bossanovista), a cantora parece ter finalmente conseguido extrapolar as peias do nativismo. Com temas mais universais e, principalmente, femininos, “Brinco...” traz um repertório muito mais de acordo com a voz e o estilo de Shana Müller.

É verdade que talvez ainda faltem alguns detalhes para que ela atinja um nível de universalidade e originalidade maior. Particularmente, as gravações em espanhol continuam não me seduzindo, assim como sinto falta de um ou outro tema mais antigo, que possa mostrar o lado “pesquisadora” de Müller – continuo em meus devaneios sobre Luiz Menezes ou algum tango entoados pela cantora. Mesmo assim, é notável que Érlon Péricles (principal letrista do álbum) parece ter destinado um repertório mais “de acordo” com a artista, um sinal que fica muito claro pela linguagem mais enxuta e menos carregada de termos reconhecidamente nativistas. Menos “gauchadas”, como diria Carlos Gardel.

Um bom sinal. E um enorme passo para quem quer ser do mundo. Shana Müler está no caminho certo.

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Shana Müller no Galpão Nativo

>> sábado, 30 de janeiro de 2010


A cantora nativista Shana Müller participará do programa Galpão Nativo, da TVE, neste domingo, dia 31 de janeiro. A presença acontece em decorrência do lançamento de seu novo trabalho 'Brinco de Princesa'.
 
Shana pertence ao cenário musical tradicionalista desde os oito anos de idade. Em 2004, lançou o álbum de estreia solo 'Gaúcha'. Em 2006, seu trabalho de intérprete seguiu-se com o CD 'Firmando o Passo'. Reconhecida no Estado e em países da América Latina, por mais de uma oportunidade, a cantora esteve no palco com grandes nomes da música, como Luiz Carlos Borges e Mercedes Sosa.
  
Neste final de semana, a cantora fará o primeiro show desde o lançamento de seu novo trabalho, 'Brinco de Princesa', no rodeio Internacional de Vacaria. O álbum pode ser encontrado nas melhores lojas da área, em Porto Alegre e no Interior, por R$ 11,90. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (51) 3012.6810 e (51) 3372.5179.

INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA:
Adriano Cescani e Robledo Milani
Phosphoros Novas Ideias
Porto Alegre – Rio Grande do Sul – Brasil
(51) 3012.6810 – (51) 8184.1561
phosphoros@phosphoros.com.br – www.phosphoros.com.br/dreamland

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Dolores Solá mostra como se faz

 
                                                                             Punto Tango
por Chico Cougo [@chicocougo]

Cantoras de tango existem muitas. E quase todas muito boas. Porém, com a qualidade artística de Dolores Solá, são poucas. Quem ainda não conhece a argentina ‘Lola’ não teve a oportunidade de desfrutar o que há de melhor no tango do século XXI: composições clássicas mescladas com renovação musical e, principalmente, com a efervescência do mais puro sentimento tangueiro.

São estes, aliás, os principais predicados de “Salto Mortal” (2009), o primeiro disco solista de Dolores Solá. Um CD com “ares de cabaret e circo criollo, fox trots, fados, tangos, canções campeiras, pasodobles e valsas” sobre a Buenos Aires da Bela Época, de Gardel, Corsini e Magaldi – os três mitos do tango evocados no repertório escolhido. “Salto Mortal” é o trabalho que abre uma nova página na carreira de Dolores. Agora, além de ser vocalista do grupo La Chicana (responsável por uma das revoluções do tango na última década), ela debuta como intérprete num trabalho próprio onde, segundo a revista Punto Tango, não apenas cantou, como também participou de todo o processo criativo.

Processo que, diga-se de passagem, se deu a partir de muita pesquisa. No repertório do disco-circo, uma seleção de “lados B” que marcaram as carreiras de Carlos Gardel, Agustín Magaldi e Ignácio Corsini, os maiores astros do tango e da milonga na primeira metade do século XX. Fugindo do ar puramente tangueiro, Solá traz páginas quase esquecidas de um cancioneiro que, ainda criança, ouvia ao lado do pai. É o caso, por exemplo, do fado Caprichosa, gravado por Carlos Gardel nos anos 1930 e, na voz de Dolores, resgatado em toda sua essência. Ou ainda Mañanita de sol, uma chacarera de Mário Battistella, Gardel e Le Pera, daquelas que poucos lembram.

Tudo fruto de muita pesquisa e atenção. Afinal, não é qualquer artista que transporta Franz Lehar para um disco de música criolla (vide a faixa final de “Salto Mortal”, Fox trot de Gigolette, tema do famoso compositor húngaro). Mas Dolores Solá é assim: uma voz talentosa, uma inquietude artística e um exemplo: o de que pesquisar música pode ser o caminho menos sinuoso para a música de qualidade.

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Tributo a Mercedes Sosa no FSM

>> segunda-feira, 25 de janeiro de 2010


                                                                                                                       Coveralia
por Chico Cougo [@chicocougo]


Informa o blog A mesma chuva que no dia 28, a partir das 17hs, o argentino Victor Heredia estará participando, entre outros músicos, do “Pátria Latino-Americana – Tributo a Mercedes Sosa”, mais um evento do Fórum Social Mundial 2010. O show acontecerá ao ar livre, na Prainha do Gasômetro, em Porto Alegre.

Uma ótima chance de conferir mais uma homenagem a La Negra, capitaneada por grandes artistas latino-americanos.

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Tem comparação?

>> sábado, 23 de janeiro de 2010


                                                                 Aqui Cosquín
por Chico Cougo [@chicocougo]

Nesta semana, dois grandes festivais de música sacodem a América do Sul. O primeiro e maior deles, acontece na cidade argentina de Cosquín, um velho povoado serrano que outrora foi o recanto favorito dos tuberculosos em busca de cura; o segundo, em Olmué, no Chile, um palco consagrado por onde já passaram alguns dos maiores artistas populares latino-americanos.

Dois cenários tradicionais, o primeiro com 50 e o segundo com 41 anos de histórias. Festivais que recebem milhares de espectadores, contam com a presença de artistas de cachê surpreendente (e exorbitante), são veiculados pelas principais rádios e TVs de seus respectivos países, repercutem no mundo todo, angariam novos fãs a cada ano e fazem ecoar a força do canto popular latino de projeção folclórica. Ou seja: conseguem todos os êxitos que a maior parte de nossos festivais congêneres sempre desejaram, mas nunca conseguiram.

Penso até que a Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana conseguiu chegar perto dos grandes festivais latino-americanos. Pelo menos na década de 1970, quando as rádios brigavam para transmitir suas edições, cantores famosos abriam as noites de espetáculos, canções com aporte de futuros clássicos recebiam a Calhandra e emissoras de TV do Rio e São Paulo dedicavam espaço ao certame. Correndo o risco do exagero, eu diria que sim, houve um festival semelhante àqueles longevos e exitosos que vemos na Argentina ou no Chile. Só que não existe mais. Hoje, o grande momento musical do verão meridional brasileiro é o Planeta Atlântida, que tem sua importância dentro de um determinado segmento musical, mas que não tem a obrigação de dar brechas ao canto popular regional.

No fundo, é triste perceber que uma cultura “festivaleira” semelhante a de nossos “hermanos” fronteiriços talvez não tenha vingado por estas plagas. Nossos festivais são “nativistas”, uma outra vertente musical. Apregoam um tipo de canção que nem sempre repercute com bons sentimentos no ouvido popular; ascendem e despencam como castelos de cartas, envoltos, por um lado, na briga por troféus e, por outro, na desorganização financeira; nascem grandes hoje, médios daqui um ano e irrisórios no seguinte. É como se o sentido da integração – o mais nobre dos que a música pode oferecer – tenha se descolado da proposta de 50, 70 ou 90% dos festivais sulinos. Importa mais vencer o certame, mostrar-se aos pares. E, menos, criar uma cultura de fraternidade, de união pela arte.

Posso estar sendo muito duro, mas creio que temos muito o que aprender com os Cosquíns e Olmués da vida...

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Polêmica em Cosquín

>> sexta-feira, 22 de janeiro de 2010


                                                                                                                       Cadena 3

por Chico Cougo [@chicocougo]

Uma grande polêmica tomou conta da segunda luna do 50º Festival Nacional de Folclore de Cosquín. O cantor cubano Pablo Milanés, um dos mais aguardados pelo público, apresentou-se por apenas 35 minutos no palco da festa, deixando o cenário de forma inesperada e causando vaias na platéia. Segundo informações da rádio Cadena 3, o cubano estava afônico por conta de uma forte gripe. O público, entretanto, considerou como uma afronta a atitude de Milanés. Alguns ouvintes da Cadena 3 acusaram o artista de antipatia, já que ele também teria deixado de saudar a platéia. A organização de Cosquín cogita pedir a devolução do cachê de 65 mil dólares, cobrado pelo artista.

Na próxima noite (22/01), entre mais de vinte atrações, Cosquín apresenta Facundo Toro, Roxana Carabajal, Lucia Ceresani e Los Jilgueros.

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Começa hoje o Festival de Cosquín

>> quarta-feira, 20 de janeiro de 2010


                                                                                                                    (TV Pública)

por Chico Cougo [@chicocougo]

Com uma homenagem a Mercedes Sosa, começa hoje o 50º Festival Nacional de Folclore de Cosquín, na cidade argentina e cordobesa de mesmo nome. Cosquín, o palco maior da música folclórica latino-americana terá 12 “lunas”, ou seja, uma dúzia de noites com os melhores artistas da música popular argentina e convidados. Nesta primeira noite, além do tributo à La Negra (com Jairo, Victor Heredia, León Gieco, Peteco Carabajal e Teresa Parodi), quem estiver na municipalidade de Cosquín poderá conferir, também, os espetáculos de Los Huayras, Mariana Cayón, Canto de las Orillas, Soledad Pastorutti, Argentino Luna, Carlos Di Fulvio e o Grupo Vocal Umango, Trio Labiaba, Ballet Camín e Los Tekis.

Se você ficou com vontade de ver ou ouvir a maior festa do folclore, mas não está na Argentina, confira as dicas das emissoras que irão transmitir o festival:

Cadena 3 (rádio argentina que transmite as “lunas” de Cosquín ao vivo e com excelente qualidade de áudio em stream on line);

TV Pública (emissora estatal de TV que transmitirá o festival; conta com transmissão via Internet);

Para conferir a programação completa do festival e muitas outras informações, clique aqui.

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O Furacão e os Faceruttis

>> terça-feira, 19 de janeiro de 2010



                                                                                              Facebook
por Chico Cougo [@chicocougo]

Ela é um fenômeno da discografia, lota qualquer show, lidera a audiência na TV, tem fãs no mundo todo e agora está causando frisson na página de relacionamentos Facebook. Soledad Pastorutti, a argentina de Arequito, que completa 15 de carreira em 2010, não tem limites. E a favor do apelido de “El Huracán” (“O Furacão”, em castelhano), pelo qual La Sole é conhecida na América Latina inteira, estão os números de suas apenas três semanas no Facebook: Pastorutti foi marcada por fãs em 834 fotografias, adicionou 746 admiradores como amigos e recebeu tantas mensagens que nem é possível contá-las. Até porque, no momento em que você lê este texto, todos estes números estão subindo!

O melhor de Soledad no Facebook são suas bem-humoradas participações, sempre citando nomes de amigos, agradecendo pelo carinho dos fãs e, não se espantem, protestando contra um de seus famosos inimigos: o atraso em seus shows. No sábado, 16, poucos minutos antes de entrar no palco do Festival Jesús-Maria, uma inquieta Pastorutti bradava virtualmente: “Viene lerdo el asunto! Vamooos! Cuando respetaran el horarioooo!”.

A cada nova mensagem da chica de Arequito, seus fãs despejam dezenas de respostas, em geral carinhosas. Pedidos para que La Sole cante algum tema especial também são comuns, criando um ambiente de interatividade cada vez mais comum entre público e artista (lembremos que o Twitter também tem sido bastante utilizado por pessoas públicas). A propósito, a troca de regalos virtuais entre Soledad e os solemaníacos já é tão grande, que um novo termo foi criado para distinguir os fãs da cantora que se comunicam com ela via Facebook. São os “faceruttis”, já devidamente identificados em grupos de afinidades na própria página. É a magia da Internet aproximando o público de seus ídolos.

Para Soledad, fica a vantagem de medir o que pensam seus maiores fãs, de que forma eles vêem suas atitudes e o que esperam dela. Na matemática da arte de La Sole, saem lucrando ambas as partes.

A propósito: amanhã, dia 20, Soledad participa da primeira luna do celebra festival de Cosquín.

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Coluna Mano a Mano

>> terça-feira, 12 de janeiro de 2010

por Chico Cougo [@chicocougo]

Rumos e desafios

2010 começou com um América Macanuda cheio de desafios. Quando o blog nasceu, 3 meses atrás, eu imaginava mesclar entrevistas, material inédito, colunas analíticas, resenhas de discos e “reclames” de divulgação dos artistas interessados no espaço. A tarefa parecia difícil, mas realizável, só que o tempo – ou a falta dele, para ser mais preciso – venceu o blogueiro e o projeto mudou seus rumos.

No quesito divulgação, este não é o melhor blog da Internet. Existem muitos, quase todos bastante completos. Sobre materiais inéditos, também acho que o América tem deixado a desejar. Apesar desta coluna e da excelente Coluna da Lidi, o espaço dedicado às resenhas de discos, às entrevistas e aos textos sobre o passado e o presente da música macanuda estão aquém do esperado. Da proposta inicial, muita coisa ainda não saiu do campo das idéias. Falta falar de tango, de milonga, de folclore uruguaio, da boa música paraguaia, das disputas na música gaúcho-brasileira. Falta aprofundar o continente musical e suas diferentes facetas.

Talvez por faltar tanta coisa, é que o América Macanuda ainda patine na audiência e em comentários. Um blog precisa de tempo, qualidade de conteúdo e rumo certo. Até aqui, acho que apenas o quesito qualidade de conteúdo foi suprido, ao menos em parte. O tempo virá ao natural. O rumo certo, ainda precisa surgir. Creio que este ano será decisivo para isso. Vem muita novidade por aí: os festivais do verão argentino, os lançamentos da música gaúcha (que também busca um novo rumo), o movimento em torno de um possível (e temporário) afastamento de Soledad Pastorutti dos palcos (lembremos: a santafesina mais popular da música folclórica está grávida), os 25 anos sem Teixeirinha, a luta pela sobrevivência da Califórnia da Canção e de outros festivais tradicionais do Rio Grande do Sul, o prêmio Gardel...

Com tantos eventos, creio que não faltará assunto por aqui. Basta que saibamos dosar o que e de que forma deve-se falar, sem ser enfadonho, redundante ou crítico sem sentido. Se os três meses que se passaram na história deste blog serviram para esclarecer o que o público quer ou não ler, de agora em diante chegou o momento de investir naquilo que faz falta.

A partir das próximas semanas, portanto, aguardem por novidades. E um 2010 macanudo para todos!

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Coluna da Lidi

>> sexta-feira, 8 de janeiro de 2010


>
por Lidiane Silveira

“Por Jesús María las coplas, las jineteadas, el vino y el amor...”

Arranca hoje, 08 de janeiro, a 45ª Edição do Festival Nacional e Internacional de la Doma y Folklore de Jesús Maria, uma das mais populares e maiores festas de verão da Argentina. O evento, que surgiu em uma reunião de cunho social, em assistência às escolas da cidade de Jesús Maria, viu, no ano de sua estréia (1966), um público de 45.000 pessoas, que pode admirar as apresentações de nomes como Los Cantores de Quilla Huasi, Los de Córdoba, Los del Suquía, Jorge Cafrune, entre outros e os tradicionais espetáculos de doma.

Desde então, Jesús María é destino de veraneio de admiradores de gineteadas e de folklore. Por seu palco já passaram os nomes mais importantes da música folclórica argentina e da América do Sul. Para a comemoração do seu 45º aniversário, não foi diferente. Entre os inúmeros shows previstos para essa edição, que termina domingo, dia 17, eu destacaria:

08: Jairo e Las Voces Del Ceibal;

09: Horacio Guarany, Cuti y Roberto Carabajal e a presença brasileira de “Os Gauderios”;

10: Abel Pintos e Los Dioces Del Chamamé;

11: León Gieco, Los Carabajal e Los del Suquía

12: El Chaqueño Palavecino e Los Huayra;

13: Los Alonsitos e Los 4 de Córdoba;

14: Peteco Carabajal, Los Manseros Santiagueños e Marcela Ceballos;

15: Los Arrieros de Salta e Paola Arias;

16: Soledad, Orlando Veracruz e Los Cantores del Alba; e

17: Los Tekis e Facundo Toro.




Já nos campos de gineteada, além dos mais importantes ginetes da Argentina, delegações de Uruguai, Brasil e Chile se fazem presente, somando mais de 800 montarias para os 10 dias de festa cordobesa.

Para os que, assim como eu, estão longe de Jesús María, que se aproximem do evento por meio da internet, através dos sites da TV Pública (www.canal7.com.ar) ou da Rádio Cadena 3 (www.cadena3.com.ar).

Abraços!

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Voltamos em breve

>> segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Em virtude das festas de fim de ano, o América Macanuda está sem atualizações. Em breve, voltam as colunas da Lidi e Mano a Mano, além das agendas de shows e informações variadas.

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Informativo Cristiano Quevedo

>> sábado, 26 de dezembro de 2009


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Informativo Nina França

>> sábado, 19 de dezembro de 2009


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Coluna da Lidi

>> sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

"Todas las voces, todas. Todas las manos, todas"
por Lidiane Silveira


Nesta semana, uma dica.

Há mais ou menos uma semana, entrou no ar a La Negra Radio Web, um meio de comunicação idealizado por Fabian Matus, filho de Mercedes Sosa e sua equipe que visa dar voz à música, à literatura e à arte em geral latinoamericana. Segungo o texto que abre a página web da rádio, a idéia surge com o intuito de levar adiante o espírito progressista e transgressor de Mercedes Sosa, reunindo nomes de toda a América Latina em sua programação.

A agenda é simples. São seis horas de programação que ficam rodando as 24h. Todos os dias há programação nova, que se divide em blocos de músicas com vozes de toda América, e o programa "Sin Fronteras", conduzido pelo argentino Marcelo Pérez Cotten e pela venezuelana Marysabel Sánchez Bouttó. Sin Fronteras que, além de muita música e poesia, traz entrevistas com importantes nomes das artes e aborda temas relevantes à realidade de nosso continente.

Quanto ao estilo, não há uma definição. Apenas a disposição de dar um tom eclético ao meio de comunicação. Nessa primeira semana, já ouvi muito folklore, muita música brasileira (Adriana Calcanhotto, Elis Regina, Chico Buarque, Caetano Veloso, entre outros), música uruguaia, chilena, mexicana, tango... tudo intercalado por uma canção e outra da grande figura que "nombra" a rádio. Há inclusive uma campanha para que os ouvintes enviem músicas ou poesias que representem seus países. A interação com o público é possível através dos endereços de email presentes na página da rádio, bem como, através do Facebook.
Alguns nomes colaboradores da empreitada são Teresa Parodi, Victor Heredia, Charly García, Fito Paez, Marcela Morelo e o gaúcho Luis Carlos Borges.

"La Negra Radio Web es urbana, pero con ritmos pausados; una radio desde Buenos Aires, pero con todas las voces de América Latina y el Caribe".

E, justo enquanto escrevo aqui para o América Macanuda, escuto "Canción con todos", na voz de Mercedes, desde a La Negra Radio Web.


Abraços.

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Informativo Cristiano Quevedo

>> quarta-feira, 16 de dezembro de 2009


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